sexta-feira, setembro 30, 2005

 

A polêmica do Aborto _ artigo de Gilberto Mello Kujawski

A Polêmica do Aborto
Gilberto de Mello Kujawski

A questão do aborto vem cercada de tanto ruído, deformada por tantos equívocos, sujeita a um sem-número de sofismas e trapaças, que não pode ser discutida antes de ser depurada e saneada dos vícios que a obscurecem.
Em primeiro lugar, a politização. Basta alguém se declarar contrário ao aborto para ser sumariamente tachado de "reacionário". Que dizer, então, do filósofo italiano Norberto Bobbio, estrela do pensamento progressista, que condenava o aborto? E que pensar da doutora Zilda Arns, conhecida pelo seu currículo de ação social, também ela frontalmente contestadora da prática abortiva? A politização do problema é atitude desleal, baseada na desqualificação cega do oponente, o que não significa um argumento, mas simples ignorância e preconceito.
Superado o baixo nível da desqualificação política, ambrem-se duas vias de acesso ao problema: a via religiosa e a via científica. Na perspectiva religiosa, Deus é o criador da vida e só Ele pode tirá-la. O aborto voluntário e a manipulação das células-tronco embrionárias são repelidos como atentados à vida, admitindo-se como seguro e indiscutível que a vida humana tem início na fecundação do óvulo pelo espermatozóide. O ponto de vista religioso é respeitável e o mais profundo por ser o único que aponta diretamente para a sacralidade da vida humana. A sacralidade é mais do que uma palavra pomposa. O sagrado consiste na própria realidade elevada a sua potência suprema de ser; o sagrado "está saturado de ser", isto é, de poder, perenidade e eficácia (Mircea Eliade). Nada mais prenhe e saturado de ser que a vida, a vida que produz todas as realidades. Por isso a vida é sagrada, mysterium tremendum (Rudolf Otto). A vida exige respeito, e a argumentação religiosa, contra o aborto é a única que demonstra pela vida todo o respeito que ela merece. Isto posto, cumpre reconhecer que o ponto de vista religioso não é o último nem definitivo, porque lhe falta universalidade. Só tem valor para os religiosos, para os cristãos, não vale para a sociedade como um todo, hoje varrida pela descrença, pelo agnosticismo e pelo ateísmo. O planteamento religioso é sublime, profundo, o mais elevado de todos, mas suas razões só se impõem sustentadas na fé religiosa, para quem crê em Deus.
No concernente à via científica, ela não alcança mais validade que a via religiosa. Primeiro, o equacionamento científico esta semeado de dúvidas até agora não resolvidas. Por exemplo, quando começa a vida sensível do nascituro? Sua capacidade emocional? Alguns pesquisadores atribuem ao feto emoções vivas como medo, a alegria, a cólera, circunstância na qual o feto poderia sentir e pressentir sua própria eliminação, que seria, então, muito mais cruel. Segundo, a visão científica deixa de fora os aspectos éticos, jurídicos e humanos implicados no aborto, por fugirem à sua alçada. Terceiro, dado o caráter especializado da linguagem biológica e genética, seus dados são inacessíveis à maioria das pessoas, que só acreditam neles por fé, tal como ocorre na visão religiosa.
A questão do aborto só será bem colocada quando posta em alcance universal, e quando respeitado seu foco original, que não é a mãe da criança, e sim a própria criança, pois esta é a que morre sempre no processo abortivo. A mãe, sujeita aos abortos clandestinos praticados por amadores, pode ou não morrer, mas o nascituro morre sempre. Portanto ele é o foco, o núcleo, sujeito (passivo) do aborto, que, na definição mais crua e realista consiste na supressão violenta do filho no seio da mãe. Em nosso tempo se luta bravamente pelo direito à vida dos animais e até das plantas. Terá a criança em via de conformação menos direito à vida que o animal e a planta?
Julián Marías, depois de expor suas reservas ao ponto de vista exclusivamente religioso (trata-se de um pensador católico) e científico, e de criticar as limitações do problema reduzido ao aspecto ético ou jurídico, propõe a visão antropológica do tema do aborto. Nada de complicar, e sim de descomplicar. Fundar a argumentação na "mera realidade do homem, tal como se vê, se vive e se compreende a si mesmo". Ora, a primeira coisa que acontece ao homem é nascer, ser dado à luz. Pois bem, a partir desta constatação óbvia, irrespondível, Marías abre os olhos para uma intuição magnífica expressa nas seguintes palavras: " O nascimento de uma criança é uma radical inovação da realidade: a aparição de uma realidade nova". Nova em que sentido? No sentido de que a criança, inovação radical da realidade, não se reduz nem aos pais, de que deriva, nem aos elementos naturais que tomam parte na constituição de seu organismo.
"O que é o filho pode reduzir-se a seus pais e ao mundo; mas o filho não é o que é. Ele é alguém. Não um que, e sim um quem, alguém a quem se diz tu, e que dirá, dentro de algum tempo, eu. E este quem é irredutível a tudo e a todos, desde os elementos químicos, seus pais, e até mesmo Deus, Ao dizer eu enfrenta-se com todo o universo, contrapõe-se polarmente a tudo o que não é ele, a todos os demais e a tudo mais."
A criança em formação, na medida em que é irredutível a qualquer outro ser, por isso mesmo é autônoma, isto é, assenta em si mesma sua realidade, e é portadora de direitos inalienáveis, o primeiro dos quais é o direito à vida. De onde se segue ser falso de toda a falsidade que o feto é "parte" do corpo da mãe, que dele poderia dispor a seu bel prazer, inclusive para eliminá-lo. A mãe não pode dispor sobre a morte do filho em gestação, que abriga no seio, mas que não lhe pertence. Irredutível a tudo e a todos e por isso radicalmente autônomo, o filho só pertence a ele mesmo. Nem à mãe, nem à Natureza, nem mesmo a Deus.
"Ocorrida a concepção, o direito do concebido só pode ser satisfeito deixando-o nascer" (Norberto Bobbio).

quarta-feira, setembro 21, 2005

 

Ouro e Cascalho


OURO E CASCALHO


A Bíblia e outras escrituras sagradas contêm revelações de Deus
para todos nós seres humanos. E, como a sabedoria de Deus é infinita, Ele
sempre terá novas revelações para nós. “Conhecereis a verdade, e ela vos
libertará”. Realmente, é no futuro que vamos conhecer melhor a verdade,
através dos anjos, isto é, espíritos humanos de elevada evolução, que nos
serão enviados. É o que São Paulo nos diz: “Não são todos eles espíritos
ministradores enviados para serviço...?” (Hebreus 1,14). E lembremo-nos de
que, na Bíblia, os médiuns são os profetas, de modo especial os do tipo
“nabi”, ou seja, os que recebem espíritos.


E esses espíritos reveladores podem ser-nos enviados também
encarnados. Por exemplo, o espírito encarnado do papa João 23 trouxe uma
grande revelação de paz e ecumenismo para o mundo, o que resultou no
Concílio Ecumênico Vaticano 2º (1963). Como se vê, a revelação de Deus
através dos seus espíritos iluminados continua vigente. Sim, pois, Jesus
disse que nos enviaria o Consolador, que é, na verdade, um conjunto de
espíritos iluminados que nos consolam. O Consolador é chamado por muitos,
também, de Paráclito, Advogado, Espírito Santo ou Espírito de Verdade. E
muitos O têm como sendo o próprio Jesus. Mas não é Ele que se manifesta
comumente, pois, além do Pai enviar o Consolador (João 14,16), o próprio
Jesus pode também enviar-nos o Consolador (João 15,26). E o que envia é um,
e o enviado é outro. Aliás, o que envia é sempre maior do que o enviado.


Porém, temos que examinar os espíritos manifestantes (1a Carta de
João 4,1), para sabermos se se trata mesmo de espíritos consoladores, ou
maus, que, no caso, são falsos profetas ou demônios maus. E, na própria
Bíblia, como já vimos em outra coluna, temos manifestações de espíritos maus
tomados como sendo mensageiros de Deus, e, às vezes, até mesmo como sendo o
próprio Deus. Veja-se este exemplo no Velho Testamento: “E eis que o Senhor
pôs o espírito mentiroso na boca de todos estes teus profetas...” (1 Reis
22, 23; e 2 Crônicas 18, 19-22). E sabemos, no entanto, que é impossível
Deus mentir (Hebreus 6,18).


É por isso e muitas outras coisas que dizemos que a Bíblia tem
ouro, sim, mas que ela tem também cascalho, o que não podemos atribuir a
Deus!

Extraído de O Tempo, Belo Horizonte, MG
O teósofo e biblista José Reis Chaves escreve neste espaço às
segundas-feiras.

Está autorizada a publicação de minhas matérias por quaisquer
jornais, sites e revistas.

quarta-feira, setembro 07, 2005

 

Radicalismo no combate ao aborto se equipara ao ato condenado!


No mesmo dia em que a imprensa americana anunciou um saldo de mortos estimado em mais de 10 mil pessoas, vítimas do furacão Katrina, grupos antiabortos comemoraram o índice de aborto zero, desde a tragédia, por não estar em funcionamento nenhuma clínica de aborto em Nova Orleans, atitude no mínimo lamentável.
Grupos antiabortos, ligados a setores extremamente conservadores da sociedade, agem de modo inapropriado ao confundirem o ato abominável com as pessoas que o praticam, condenando-as a rótulos inamovíveis, como se seres humanos estagnados ficassem em posições ideológicas e atitudes repreensíveis, para toda a eternidade. Mais que isso, ao adotarem atitudes de violência com o argumento de lutarem pela defesa da vida, agem de forma tão violenta quanto aqueles que são alvos do perigoso combate.
Não arredamos da posição de defesa da vida, em todas as instâncias, de defesa do embrião no ventre materno, desde a concepção, mas não contemplamos com atitudes radicais e perigosas, capazes de levar ao desequilíbrio e à desordem. Mais ainda, combatemos o aborto sem rotular quem o pratica, sem fechar as portas da compreensão do ser humano.

terça-feira, setembro 06, 2005

 

Ermance Dufaux


BIOGRAFIA DE ERMANCE DUFAUX

Autor: Mauro Quintella

Ermance De La Jonchére Dufaux nasceu em 1841, na cidade de Fontainebleau, França. Próxima a Paris, abrigava a residência oficial de Napoleão III e de outros nobres. O pai de Ermance, rico produtor de vinho e trigo, era um deles. Tradicional, a família Dufaux residia num castelo medieval, herança de seus antepassados.

Em 1853, a filha dos Dufaux começou a apresentar inquietante desequilíbrio nervoso e a fazer premonições. Por causa desse problema, seu pai procurou o célebre médico Cléver De Maldigny.

Pelo relato do Sr. Dufaux, o médico disse que Ermance parecia estar sofrendo de um novo distúrbio nervoso, que havia feito diversas vítimas na América e que, agora, estava chegando à Europa. As vítimas da doença entravam numa espécie de transe histérico e começavam a receber hipotéticas mensagens do Além.

O médico aconselhou o Sr. Dufaux a trazer Ermance a seu consultório, o mais rápido possível. Assim foi feito. Alguns dias depois, a mocinha comparecia à consulta.

Maldigny colocou um lápis na mão da menina e pediu que ela escrevesse o que lhe fosse impulsionado. Ermance começou a rir, gracejando, mas, de súbito, seu braço tomou vida própria e começou a escrever sozinho. Ao ver-se dominada por uma força estranha, Ermance assustou-se, largou o lápis e não quis continuar a experiência.

Maldigny examinou o papel e confirmou seu diagnóstico. Os pais de Ermance ficaram extremamente preocupados. Como a família era famosa na corte, a notícia logo se espalhou em Paris e Fontainebleau, chegando aos ouvidos do Marquês de Mirvile, famoso estudioso do Magnetismo.

O Marquês visitou o castelo dos Dufaux e pediu para examinar Ermance. Os pais aquiesceram, mas a mocinha teve que ser convencida. Por fim, Ermance colocou-se em posição de escrever e Mirvile perguntou ao invisível:

- Está presente o Espírito em que penso? Em caso positivo, queira escrever seu nome por intermédio da garota.

A mão de Ermance começou a se mover e escreveu:

- Não, mas um de seus parentes remotos.

- Pode escrever seu nome?

- Prefiro que meu nome venha diretamente à sua cabeça. Pense um instante.

- São Luís, rei de França (1), primo do primeiro nobre de minha família?

- Sim, eu mesmo.

- Vossa Majestade pode dar-me um prova de que é realmente o nosso grande rei?

- Ninguém nesta casa sabe que você e seus parentes me consideram o Anjo da Guarda da família.

Se Maligny via o caso de Ermance como doença, o Marquês também tinha suas explicações preconcebidas. Na sua opinião, ela apenas captava as idéias e pensamentos presentes no ambiente. Isso na melhor das hipóteses. Na pior, a jovem estava sendo intérprete do Diabo, pois, como católico, ele não acreditava que os mortos pudessem se comunicar. Uma análise conclusiva deveria ser feita pela Academia de Ciências de Paris.

O Sr. Dufaux, no entanto, não levou o caso adiante. Embora também fosse católico, ele preferiu acreditar que sua filha não era doente ou possessa, mas apenas uma intermediária entre os vivos e os mortos. A família foi se acostumando com o fato e a faculdade de Ermance passou a ser vista como uma coisa natural e positiva.

Os contatos com São Luís passaram a ser frequentes. Sob seu influxo, ela escreveu a autobiografia póstuma do rei canonizado, intitulada "A história de Luís IX, ditada por ele mesmo". Em 1854, esse texto foi publicado em livro, mas a Censura do Governo de Napoleão III proibiu a sua distribuição. Os censores acharam que algumas passagens podiam ser entendidas como críticas ao Imperador e à Igreja.

O posicionamento favorável dos Dufaux ao neo-espiritualismo (spiritualisme) gerou retaliações. Numa confissão, Ermance recusou-se a negar sua crença nos Espíritos, atribuindo suas mensagens a Satanás, e foi proibida de comungar. A Imperatriz também esfriou seu relacionamento com a família. No entanto, o Imperador Napoleão III ficou curioso e pediu para conhecer a Srta. Dufaux.

Ela foi recepcionada no Palácio de Fontainebleau e recebeu uma mensagem de Napoleão Bonaparte para o sobrinho. A mensagem respondia a uma pergunta mental de Luís Napoleão e seu estilo correspondia exatamente ao de Bonaparte.

Com o tempo, os Espíritos também começaram a falar por Ermance. Em 1855, com 14 anos, Ermance publica seu segundo livro "spiritualiste" (na época, não existiam os termos espírita, mediunidade, etc). O primeiro a ser distribuído e vendido: "A história de Joana D'Arc, ditada por ela mesma" (Editora Meluu, Paris).

Segundo Canuto Abreu, a família Dufaux conheceu Allan Kardec na noite do dia 18 de abril de 1857. O Codificador teria dado uma pequena recepção em seu apartamento e os Dufaux foram levados por Madame Planemaison, grande amiga do professor lionês.

No final da reunião, Ermance recebeu uma belíssima mensagem de São Luís, que, a partir dali, tornaria-se uma espécie de supervisor espiritual dos trabalhos do Mestre. Segundo o ex-rei, Ermance, assim como Kardec, era uma druidesa reencarnada. Os laços entre os dois se estreitaram e ela se tornou a principal médium das reuniões domésticas do Prof. Rivail.

No final de 1857, Kardec teve a idéia de publicar um periódico espírita e quis ouvir a opinião dos guias espirituais. Ermance foi a médium escolhida e, através dela, um Espírito deu várias e ótimas orientações ao Mestre de Lion. O órgão ganhou o nome de "Revista Espírita" e foi lançado em Janeiro do ano seguinte.

Como o apartamento de Allan Kardec ficou pequeno para o grande número de frequentadores da sua reunião, alguns dos participantes decidiram alugar um local maior.

Para isso, porém, precisavam de uma autorização legal. O Sr. Dufaux encarregou-se de obter o aval das autoridades, conseguindo em quinze dias o que, normalmente, levaria três meses. Conquistada a liberação, o Codificador e seus discípulos fundaram a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, em Abril de 1858. Ermance foi uma das sócias fundadoras.

Durante o ano de 1858, Ermance recebeu mais duas autobiografias mediúnicas. Desta vez, os autores foram os reis franceses Luís XI e Carlos VIII. O Codificador elogiou o trabalho da Srta. Dufaux (2) e transcreveu trechos das "Confissões de Luís XI" na Revista Espírita(3). Nesse mesmo ano, Kardec divulgou três mensagens psicografadas pela jovem sensitiva (4). Não temos notícia sobre a possível publicação das memórias de Carlos VIII.

Canuto Abreu revelou que Rivail a utilizou como médium na revisão da 2ª edição de O Livro dos Espíritos.
Em 1859, Ermance não é mais citada como membro da SPEE nas páginas do mensário kardeciano. Isso leva-nos a crer que ela teria saído da Sociedade. Outro indício dessa suposição é que São Luís passou a se comunicar através de outros sensitivos (Sr. Rose, Sr. Collin, Sra. Costel e Srta. Huet). Não há, igualmente, registros da continuidade do seu trabalho em outros grupos.

O que teria acontecido com Ermance? Teria casado e deixado a militância, como Ruth Japhet e as meninas Baudin? Teria se desentendido com Kardec? Teria mudado da França? Teria desanimado com o Espiritismo? São perguntas que só ela poderia responder. Seja como for, o Codificador continuou a divulgar seu trabalho. Em 1860, ele noticiou a reedição de "A história de Joana D'Arc ditada por ela mesma", pela Livraria Lendoyen de Paris.

Em 1861, enviou vários exemplares desse livro, junto com suas obras, para o editor francês Maurice Lachâtre, que se encontrava exilado em Barcelona, Espanha. O objetivo era a divulgação do Espiritismo em solo espanhol. Esses volumes acabaram confiscados e queimados em praça pública pela Igreja
Católica no famoso Auto-de-fé de Barcelona.

"A história de Luís IX ditada por ele mesmo", foi liberada pela Censura e finalmente publicada pela revista La Verité de Paris em 1864. No início de 1997, a editora brasileira Edições LFU traduziu "A história de Joana D'Arc" para o português.

NOTAS:

(1) Rei francês, filho de Luís VIII e Branca de Castela, nascido em 1215, coroado em 1226 e morto em 1270. Luís IX teve um reinado bastante conturbado. Até 1236 enfrentou a Revolta dos Vassalos e a Guerra dos Albigenses. Venceu duas batalhas contra os ingleses em 1242. Em 1249, organizou uma Cruzada, foi vencido e aprisionado. Resgatado, ficou na Palestina até 1252, quando voltou à França. Empreendeu mais uma Cruzada e morreu de peste ao desembarcar em Tunis. Foi canonizado pela Igreja em 1297.
(2) Página 30 do Volume 1858, EDICEL.
(3) Páginas 73, 148 e 175, ibidem.
(4) Páginas 137, 167 e 317, ibidem.

BIBLIOGRAFIA:
1) O LIVRO DOS ESPÍRITOS E SUA TRADIÇÃO HISTÓRICA E LENDÁRIA, Silvino Canuto Abreu, Edições LFU, São Paulo, 1992.
2) OBRAS PÓSTUMAS, Allan Kardec, FEB, Rio de Janeiro, 1993.
3) COLEÇÃO DA REVISTA ESPÍRITA, Allan Kardec, EDICEL, São Paulo.

quinta-feira, setembro 01, 2005

 

Caracteres da Lei Natural


Caracteres da Lei Natural é o tema a ser apresentado por Divino Aparecido na reunião do IPECEA do dia 03 de setembro.
Os Espíritos respondem a Allan Kardec, na questão 614 de O Livro dos Espíritos, que a Lei Natural e a Lei de Deus são uma só Lei, e é ela quem dá ao homem a medida do Bem e do Mal, ou seja, é o princípio da ética divina. Essa Lei está escrita em nossa Consciência.
Seguindo o roteiro do livro 3 do ESDE (FEB), os estudos são abertos ao público e ocorrem no auditório do Hospital Espírita de Psiquiatria, sempre aos sábados, às 18h.

domingo, agosto 28, 2005

 

Bem Aventurados os Aflitos


Bem-aventurados os aflitos, foi o tema explorado por Claudia De Paoli, na reunião do IPECEA, no dia 27 de agosto. Tratando sobre o sofrimento como reação ao carma, explicou o sentido sânscrito da palavra karma, que significa ação. A partir daí, usou dos ensinamentos espíritas que não limitam o homem ao sofrimento, mas fazem do sofrimento um mecanismo de reparação, quando bem compreendido.
Allan Kardec, em A Gênese, no capítulo 3, ítem 5, diz textualmente: " A dor é o aguilhão divino, que impele o homem para frente, na senda do progresso". Já Pietro Ubaldi, em A Grande Síntese, vai dizer que " toda dor, sofrida sem compreensão, é dor inútil".
Compreender o sofrimento como meio de ampliação da consciência, é forma de se livrar da dor inútil, usá-la como aguilhão, ser impelido para frente.

sábado, agosto 27, 2005

 

Cinema e Espiritualidade


Nos últimos anos temos sido surpreendidos pelos filmes que tratam de espiritualidade na forma que nós espíritas bem conhecemos: comunicação com os Espíritos dos mortos, reencarnação, vida no plano espiritual, obsessão espiritual.
Desde Ghost, passando por Amor Além da Vida, Os Outros, Sexto Sentido, Falando com os Mortos, Vozes do Além, Reencarnação, deixando de citar vários outros filmes de temática notadamente espírita, o mundo do cinema está cada vez mais objetivo e direto, deixando a sutileza e especulação para a contundência dos fatos.
Não estamos diante de um surto de Espiritismo, mas sim do desdobrar de uma preparação necessária. Não duvidamos da assertiva dos Espíritos que o Espiritismo é a Terceira Revelação.
Aos que se perfilam no rol dos trabalhadores espíritas, o peso da responsabilidade não deve curvar os ombros, mas erguer as mãos ao trabalho necessário, começando pelo estudo sério e sistemático do Espiritismo.
Bem vindo ao IPECEA!!!!!!

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